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O CREPÚSCULO DOS EDUCADORES? Parte 2

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Numa época onde a tecnologia avança a passos largos, é impossível ignorar o crescente murmúrio de inquietação que ecoa nos corredores acadêmicos. A pandemia, como um catalisador de temores ancestrais, exacerbou um preconceito já enraizado contra o Ensino a Distância (EAD) no Brasil, uma desconfiança que se alimenta da dúvida sobre a eficácia da tecnologia na educação.

Essa desconfiança, tal qual um espectro que paira sobre o futuro da educação, é reforçada pela percepção de que o ensino à distância, impulsionado pela necessidade urgente durante a pandemia, deixou muito a desejar. Otto Maria Carpeaux, com sua argúcia intelectual, teria percebido nesta crise uma ironia amarga: a educação, sempre considerada a salvaguarda da civilização, agora parece vacilar sob o peso de sua própria inércia.

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O CREPÚSCULO DOS EDUCADORES? Parte 2

Por um lado, temos a tecnologia – essa força implacável que, como G. K. Chesterton teria observado, avança com a sutileza de um elefante numa loja de cristais, prometendo substituir a maioria dos professores com suas soluções digitais. Por outro lado, muitos educadores, presos em uma dança monótona de repetição, parecem cegos à tempestade que se aproxima. Eles insistem na necessidade da presença humana, mas falham em perceber que em suas próprias salas de aula, a atenção dos alunos já se perdeu no labirinto digital de seus celulares.

Um grande equívoco

Mais alarmante ainda é o equívoco comum sobre a natureza da Inteligência Artificial (IA). Inspirando-nos em Paulo Freire, devemos lembrar que a educação é mais do que a transferência de informações. É um processo de diálogo, de construção do conhecimento, mas quem disse que hoje o dialogo ocorre apenas com pessoas? Isso é um equívoco comum sobre a natureza da Inteligência Artificial (IA), muitos professores, talvez por desconhecimento ou por uma esperança ingênua, acreditam que todas as IAs são primitivas e ineficazes. No entanto, as IAs de hoje não são meros simulacros; elas são cada vez mais capazes de imitar – e até mesmo superar – as nuances da instrução humana.

Portanto, caros educadores, estejamos atentos e vigilantes. O crepúsculo dos professores pode não ser apenas uma alegoria literária, mas uma previsão sombria de um futuro onde o humano e o tecnológico colidem. Que a reflexão e a adaptação guiem nossos passos neste cenário incerto, pois a educação, esse pilar da civilização, está à beira de uma revolução silenciosa e talvez irreversível.

Continua…

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O CREPÚSCULO DOS EDUCADORES? Parte 2

Respostas de 17

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