Em uma apresentação memorável no SIGGRAPH 2024, Jensen Huang, CEO da NVIDIA, mergulhou profundamente no mundo da IA Generativa, explorando seus impactos, desafios e o futuro da computação.
Huang começou sua palestra relembrando os marcos da história da computação, desde o IBM System 360 até a fundação da NVIDIA em 1993. Ele destacou a importância da computação acelerada, que permitiu a NVIDIA superar os limites da computação tradicional e impulsionar áreas como a computação gráfica, com foco em jogos 3D.
Um ponto de virada ocorreu em 2012 com o AlexNet, um avanço em visão computacional que revelou um novo paradigma na programação. Em vez de engenheiros criarem algoritmos para definir o output, o AlexNet demonstrou que computadores poderiam aprender com dados de entrada e output, criando seus próprios programas.
A NVIDIA, em sua busca por soluções para problemas antes insolúveis, se dedicou ao aprendizado profundo. A empresa lançou o DGX1 em 2016, o primeiro computador específico para aprendizado profundo, e logo depois, Elon Musk, por meio da OpenAI, adquiriu um DGX1.
Huang enfatizou a importância do software na estratégia da NVIDIA para manter sua liderança, indo além do hardware. A NVIDIA sempre foi uma empresa focada em software, pois a computação acelerada exige mais do que apenas executar programas. É necessário entender os algoritmos e otimizar o hardware para aceleração eficiente.
A NVIDIA desenvolveu bibliotecas específicas para diferentes áreas, como cuDNN para IA Generativa, cuDF para processamento de dataframes e outras para áreas como robótica e veículos autônomos. Essas bibliotecas permitem que a NVIDIA abra novos mercados e acelere a computação em áreas antes inexploradas.