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Inovação e Futurismo no Setor Financeiro: Uma Conversa com Silvio Meira

O podcast gravado com Silvio Meira, pensador, fundador e cientista chefe da TDS Company, durante a Febraban Tech 2023, trouxe à tona discussões cruciais sobre inovação, futurismo e o impacto da inteligência artificial no setor financeiro. A conversa, conduzida por Taís Heredia, explorou a capacidade do setor financeiro brasileiro em liderar a revolução tecnológica e as implicações da IA generativa – ou gerativa, como frisou Meira – no futuro das finanças.

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O Futuro Chega do Futuro: Inovação como Download do Amanhã

Silvio Meira inicia a conversa com uma provocação: as empresas presentes na Febraban Tech, em sua essência, vieram do futuro. Bancos, empresas de tecnologia e suporte, todas são frutos de conceitos e ideias que não existiam em tempos passados. A inovação, segundo Meira, é a materialização desses “downloads” do futuro para o presente, impulsionada por colapsos ou transformações significativas no presente. O feudalismo, por exemplo, deu lugar a novas estruturas socioeconômicas, abrindo espaço para a inovação. Da mesma forma, o surgimento do computador revolucionou a capacidade de calcular e processar informações, alterando para sempre a forma como interagimos com o mundo.

O futurismo, nesse contexto, é a arte de identificar esses potenciais “downloads” e trazê-los à realidade. A inovação, por sua vez, é a mudança prática no comportamento de agentes no mercado, tanto fornecedores quanto consumidores. Um exemplo claro é o smartphone: um dispositivo que não existia há algumas décadas e que hoje é onipresente, moldando comportamentos e criando novas necessidades.

A Inteligência Artificial generativa, ou gerativa, surge como um elemento central nesse processo de inovação. Meira destaca a velocidade com que essa tecnologia atingiu milhões de usuários, demonstrando seu potencial disruptivo. A capacidade de processar e comprimir dados da internet, aliada a sofisticados mecanismos de previsão estatística, permite à IA generativa sintetizar respostas e até mesmo simular criatividade, desafiando os limites da inteligência humana.

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A Geração IA, o Real Digital e os Desafios da Regulação

A geração que nasce imersa nesse ambiente tecnológico, a "Geração IA", terá a seu dispor ferramentas como a IA generativa para auxiliar no aprendizado, na tomada de decisões e na resolução de problemas. A educação, nesse cenário, precisará se adaptar a essa nova realidade, com tutores virtuais e plataformas de aprendizado personalizadas, capazes de orientar e direcionar o desenvolvimento individual.

No setor financeiro, essa transformação já é palpável. Meira cita o exemplo de consultores de investimento baseados em IA, capazes de analisar dados históricos e informações da internet para recomendar os melhores investimentos. Essa personalização extrema, o “mercado de um”, é uma das principais tendências para o futuro das finanças.

O Pix, no Brasil, é um exemplo claro de inovação impulsionada pelo regulador. O Banco Central Brasileiro, segundo Meira, demonstrou sua capacidade de antecipar tendências e liderar a transformação no setor financeiro, criando um case de sucesso global. O Real Digital, por sua vez, promete revolucionar ainda mais o sistema financeiro, abrindo novas possibilidades para bancos, empresas de tecnologia e consumidores.

No entanto, essa rápida evolução tecnológica traz consigo desafios importantes. A regulação, nesse contexto, desempenha um papel crucial na proteção da privacidade, segurança da informação e dos direitos individuais. Meira defende a regulação da IA, mas de forma a habilitar o futuro, e não a impedi-lo. Ele propõe três leis fundamentais para o mundo digital: proteger os dados das pessoas, proteger as pessoas dos algoritmos e garantir que essas leis habilitem a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

A discussão sobre o metaverso também foi abordada no podcast. Meira argumenta que, apesar do hype inicial, a tecnologia ainda não está madura o suficiente para proporcionar uma experiência imersiva e integrada com a realidade concreta. A falta de infraestrutura e a latência das redes são alguns dos obstáculos que impedem a concretização do metaverso como um espaço virtual compartilhado e contínuo. Ele vê a ideia atual de metaverso como uma tentativa de algumas empresas de escapar da regulação, criando um novo ambiente digital sem as restrições e limitações do mundo real.

Por fim, Meira destaca a importância das pessoas nesse processo de transformação. A escassez de mão de obra qualificada no setor de tecnologia é um desafio que o Brasil precisa superar para se manter competitivo no cenário global. A reestruturação das universidades e faculdades, a adaptação aos modelos de ensino online e a formação contínua são essenciais para preparar a força de trabalho para os desafios e oportunidades do futuro.

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Referência

Inovação e Futurismo no Setor Financeiro: Uma Conversa com Silvio Meira

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